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Durante essa semana, a convite da Fundación Mapfre, o presidente executivo da ABEETRANS, Silvio Médici, participou da apresentação de uma nova abordagem sobre velocidade em áreas urbanas para a segurança viária. O objeto do estudo, que teve como realizadores, além da Fundacion Mapfre, as Universidades de São Paulo e também a UFPR (Universidade Federal do Paraná).

 

Sabendo que a velocidade um dos maiores desafios da mobilidade contemporânea, o objetivo do estudo é construir cidades mais seguras para todos, usando os avanços tecnológicos, a engenharia viária e as políticas públicas para a redução dos riscos no trânsito. Durante a apresentação, foi amplamente ratificado que, em diferentes partes do mundo, os sinistros viários continuam causando impactos humanos, sociais e econômicos tão significativos quanto no Brasil.

As estatísticas mostram que, somente no Brasil, em 2025 mais de 37 mil pessoas morreram em sinistros de trânsito pelas cidades e rodovias e pelo menos 200 mil ficaram lesionados, resultando em perdas que chegam a 3,8% do PIB (Produto Interno Bruto) do país. “Compreender porque os condutores adotam determinados comportamentos e como percebem as medidas de gestão da velocidade e uma nova abordagem sobre o tema, e tornou-se, portanto, fundamental para o avanço da segurança viária”, afirmou Médici.

Mais do que analisar dados de sinistralidade ou discutir limites de velocidade, a pesquisa busca compreender as crenças, atitudes, normas sociais e percepções que influenciam as decisões cotidianas dos condutores brasileiros. O trabalho revelou ainda que a velocidade está relacionada à interpretação individual do ambiente, às influências sociais e à percepção da própria capacidade de agir com segurança. “O estudo mostra claramente que, uma gestão eficaz da velocidade exige uma abordagem integrada, combinando infraestrutura, regulação, fiscalização, educação, comunicação e participação social”, explica Médici.

As evidências do relatório reforçam que os seres humanos cometem erros, mas o sistema viário deve ser projetado para evitar que esses erros resultem em mortes ou lesões graves.  Nesse sentido, promover velocidades compatíveis com o ambiente urbano é uma estratégia eficaz para proteger vidas e tornar as cidades mais inclusivas, saudáveis e sustentáveis.

Para a Fundación Mapfre, apoiar iniciativas de pesquisa aplicada como esta contribui para a produção de conhecimento que orienta políticas públicas baseadas em evidências e amplia o debate sobre a segurança viária no Brasil e na América Latina. Espera-se que este trabalho sirva como referência para gestores públicos, especialistas, pesquisadores e todos aqueles comprometidos com a construção de um trânsito mais seguro e humano.

Para Médici, “o estudo aproxima a engenharia da psicologia e da sociologia, abrindo o leque para melhor compreensão e quem sabe encaminhe uma solução de redução de mortes e lesionados no trânsito”, finaliza.

Foto:

- Dr. Jorge Tiago Bastos (Professor, Departamento de Transportes, Universidade Federal do Paraná -UFPR)
- Dr.Cassiano Augusto Isler (Professor, Departamento de Engenharia de Transportes, Escola Politécnica, Universidade de São Paulo - USP)

- Silvio Médici (Presidente Executivo ABEETRANS)
- Sirlei  Kuiava (Coordenadora de Articulação Institucional representante do SENATRAN)

 

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