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O controle de tráfego é, fundamentalmente, a
supervisão do movimento de veículos, pessoas e bens,
com o objetivo de garantir eficiência e segurança.
Uma rodovia pode ser considerada eficiente quando
acomoda as necessidades para a movimentação dos seus
usuários ao menor custo possível. Pode, ainda, ser
tida como segura ao reduzir ou eliminar os acidentes.
Desta forma, o controle eletrônico de trânsito tem
como principal objetivo a organização do movimento
de pessoas e bens da maneira mais segura e eficiente
possível.
Apesar destes dois objetivos (segurança e eficiência)
estarem conceitualmente alinhados, muitas vezes são
conflitantes. Um exemplo: a instalação de semáforos,
que propicia maior segurança, representa redução da
eficiência e da mobilidade, resultando aumento do
custo da operação. Segurança, portanto, não pode
funcionar como um conceito isolado.
Naturalmente, a busca por um sistema de transporte
seguro e eficiente deve incluir a interação com os
dois principais agentes deste cenário: o motorista e
as vias de escoamento de tráfego.
Para manter o veículo em operação segura e
eficiente, o motorista recebe informações de
variadas fontes. A maior parte das informações
imediatas vem diretamente de seu veículo. Outras
informações chegam a ele pela sinalização da via,
infra-estrutura local e, até, por sensações físicas
ao dirigir.
O controle de tráfego deve considerar também o
projeto das vias, que podem ser rodovias (alta
velocidade), vias arteriais (que ligam áreas urbanas)
e vias locais (que conduzem o fluxo em pequenas
porções de uma região).
A hierarquia das vias com diferentes níveis de
acesso é muito importante para o controle de
trânsito. Congestionamentos e acidentes freqüentes
estão quase sempre relacionados a um planejamento
inadequado. As ações de controle de tráfego nestas
condições pode ajudar, porém não substituem um
adequado projeto viário. |