Brasília, 30 de novembro – O presidente Silvio Médici esteve ontem em Brasília para acompanhar a apresentação da política de transportes do presidente eleito Jair Bolsonaro. Destacado para apresentar as propostas, o vice-presidente da República eleito, general Hamilton Mourão, fez palestra para o setor na Associação Nacional dos Transportes Terrestres (ANTT).

Mourão reiterou que o futuro governo está determinado a intensificar os processos de privatização no país. Segundo ele, a intenção “é buscar na iniciativa privada o que não é possível no setor público”. A afirmação foi feita para um grupo de empresários e engenheiros no auditório da ANTT, em Brasília.

“Se eu não tenho condições de fazer a manutenção de uma rodovia, basta um contrato decente. Temos que romper a discussão ideológica [sobre cobrança de pedágio] e [que] a gente trafegue sem risco em estradas bem mantidas”, disse Mourão.

O vice-presidente não detalhou áreas nem empresas, mas citou a necessidade de incrementar as parcerias entre as iniciativas públicas e privadas. Ele defendeu a construção de uma espécie de “centro do governo” para reunir e controlar os principais projetos, políticas e definição de índices e metas fixadas pelo Executivo.

O Ministério da Infraestrutura, no governo Jair Bolsonaro, será comandado pelo atual diretor executivo do Departamento Nacional de Infraestrutura Transporte (Dnit), Tarcísio Gomes de Freitas.

Freitas vai concentrar decisões sobre os setores de transporte aéreo, terrestre e aquaviário. Ele já havia antecipado que sua missão será destravar projetos de melhoria da logística do país.

Ao final de sua palestra, Mourão destacou a necessidade de os órgãos de controle do governo serem mais “proativos”. “Precisam ser mais proativos e se adiantar aos problemas.”