No início de setembro, foi divulgado um projeto multimodal para o litoral sul de São Paulo com o intuito de desafogar o sistema Anchieta – Imigrantes. O trecho sairia de Suzano pelo rodoanel e teria o porto de Santos como destino final.

Embora seja apenas um projeto, com previsão de conclusão da primeira fase em 2018, vejo com otimismo a iniciativa, pois o país necessita de soluções que aprimorem a logística em todo o seu território. A proposta multimodal é, sem dúvida, a mais adequada para atender as necessidades da região, que demanda mais agilidade no transporte de cargas, fundamental para o desenvolvimento do país.

Outro ponto positivo que vejo neste projeto é o fato da inclusão do transporte de passageiros em uma segunda etapa. A mobilidade urbana, tão debatida atualmente, impacta diretamente na qualidade de vida das pessoas e não afeta somente os passageiros. Os motoristas também sofrem com a sobrecarga no sistema viário. A consequência disso? Menor produtividade, maior o risco de acidentes e de doenças relacionadas ao trabalho.

Pensar a gestão de frotas requer um olhar ampliado para que se pense não só no investimento material (carros e equipamentos), mas também na capacitação dos frotistas com vistas a minimizar perdas. É também gerir riscos e encontrar meios de reduzi-los.