Diretores da FenaPRF (Federação Nacional dos Policiais Rodoviários Federais) receberam, na última quinta-feira (17.10.2019), o Presidente Executivo da Abeetrans, Silvio Médici, na sede da Federação em Brasília. A reunião foi solicitada pela Abeetrans para apresentar a recente pesquisa de opinião pública sobre a percepção da população sobre fiscalização dos radares de velocidade. Essa pesquisa foi realizada com mais de 6.450 condutores e pedestres, em oito capitais de Estados que representam 73% da frota nacional de veículos automotores. Na ocasião também foram apresentados estudos sobre a eficiência de projetos de engenharia e fiscalização aplicados as rodovias federais.

Programas como o BR LEGAL, que prevê a sinalização e manutenção de 55 mil quilômetros de rodovias, e o PNCV – Plano Nacional de Controle de Velocidade, são investimentos que revertem em qualidade e segurança nas rodovias, gerando recursos que podem ser aportados na educação, saúde e na infraestrutura do país.

Participaram do encontro os assessores parlamentares da FenaPRF, Jaínara Lemos e Ciro Ricardo e o diretor jurídico da entidade, Tiago Arruda. Pela Abeetrans, além do Presidente Executivo, participou também Daniela Gurgel, relações institucionais da Associação. Durante uma hora e meia, foram apresentados diversos dados e estudos relativos a acidentes de trânsito nas rodovias federais, as dificuldades da fiscalização pelos policiais rodoviários federais sem o apoio dos controladores eletrônicos de velocidade e a expectativa quanto a um novo posicionamento do Governo sobre esse assunto.

Os policiais relataram algumas situações de risco que já estão enfrentando nos mais de 70 mil km de rodovias federais em que atuam, principalmente nas regiões de fronteiras, onde os radares também são usados na segurança pública. “Todos os policiais querem a volta imediata dos radares”, afirmou Ciro Ricardo, que atuou na PRF do Maranhão e conhece bem a importância desses equipamentos para a segurança das rodovias.

“O Brasil precisa reduzir a violência no trânsito, que além dos dramas pessoais e familiares das vitimas, transferem a toda sociedade o alto custo do atendimento médico, hospitalar e outros decorrentes. Para ser ter ideia da dimensão desse custo, basta comparar a economia pretendida com a reforma previdenciária, que estima uma economia de R$ 800 bilhões em 10 anos com o custo dos acidentes de trânsito na ordem de R$ 600 bilhões nos mesmo período”, afirma Silvio. Ele acrescenta: “Ou seja, estamos enxugamos gelo”. Cabe ainda ressaltar que os acidentes causados pelo excesso de velocidade, principalmente nas rodovias, são os que causam maior impacto nessa conta, afirma Silvio Médici. Para ele, é necessário que os governos encarem de frente esse assunto revendo os discursos para que a sociedade tenha a real dimensão do problema.

A FenaPRF solicitou a Abeetrans a autorização para encaminhar as autoridades competentes, todos os estudos apresentados.