Na última sexta-feira, dia 30 de julho, foi realizada a última aula da 1ª etapa do Projeto Piloto RQP-BR (Rodovias Que Perdoam – Brasil), realizado pelo ONSV (Observatório Nacional de Segurança Viária), juntamente com a SNTT (Secretaria Nacional de Transportes Terrestres), DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transprotes) e SEEx (Sistema de Engenharia do Exército), patrocinado pela Abeetrans e outras entidades.

O presidente-executivo da Abeetrans, Silvio Médici acompanhou toda a aula juntamente com as equipes de orientadores e os alunos participantes do curso que durou cerca de dois meses. A aula teve como foco, apresentar os relatórios das visitas técnicas às BRs 116/RS e 230/PB, que o grupo fez durante o mês de julho.

Os Instrutores de todo o curso, os professores Tiago Bastos, da Universidade Federal do Paraná e coordenador do Núcleo de Infraestrutura do Observatório, o prof. Frederico Rodrigues, diretor da empresa IMTRAFF e a Profa. Marta Obelheiro puderam assistir com orgulho e alegria o entusiasmo dos alunos frente ao tema segurança viária. Silvio comentou a qualidade do trabalho apresentado: “todos os grupos apresentaram os estudos e propostas levantadas para a revisão de projetos na BR-116/RS e BR-230/PB.  Cada grupo de trabalho fez a sua apresentação evidenciando a alta competência”.

A coordenação geral do trabalho é do general Jamil Megid Júnior, diretor de Planejamento Estratégico do Observatório, que estuda a possibilidade do curso ser replicado com novas turmas. “Acredito que tenhamos abrangido a finalidade principal desse curso que é transferir experiência, conhecimento mesclado ao conhecimento que a área de engenharia do Exército já tem. Agradeço a todos os parceiros que trabalham com vários materiais e colocaram seus especialistas à disposição do nosso grupo. É um primeiro passo. Quem sabe a gente expande isso a outras áreas da engenharia”, explicou Megid.

Mas afinal, o que é o conceito “Rodovias que Perdoam”?

A intenção da parceria para realização desse trabalho é trazer o conceito internacional de rodovias mais segura para todos os usuários. Para isso, elas devem seguir alguns preceitos:

– adoção de concepção para rodovias que induzam ao alerta e à percepção do risco pelo usuário;

– utilizem projetos, materiais, dispositivos, inovações e tecnologias para mitigar a severidade dos acidentes;

– produzam intervenções de curto prazo, baixo custo e apropriados CRF nos locais críticos de acidentes;

– possibilitem rodovias e vias urbanas que perdoem erros e salvem vidas.