A convite da rádio Jovem Pan, a Abeetrans participou hoje pela manhã do seminário Mitos & Fatos, que aconteceu em São Paulo e contou com a presença do prefeito João Doria e do Ministro da Saúde Ricardo Barros, além de secretários municipais e representantes de empresas de tecnologia e mobilidade.

O objetivo do encontro foi discutir a cidade do futuro, a cidade tecnológica, a cidade que conta com a informatização e automação na sua gestão. Este foi o primeiro de uma série de dez encontros, com temas voltados para a urbe.

Iniciativa da Jovem Pan, com patrocínio da Braskem, Embratel, ESPM e Uber, o seminário apontou alguns caminhos, como, por exemplo, a integração dos modais, de forma que a cidade não dependa apenas do metrô (US$ 50 milhões por quilômetro construído) e passe a contar com corredores de ônibus (US$ 10 milhões por quilômetro construído), que se integrarão com ciclovias, carros compartilhados (alguns autônomos) e sistema de carona entre pessoas que se dirijam a um mesmo itinerário.

O desafio é grande. Garantir a integração, de acordo com os debatedores, requer infraestrutura que viabilize isso, com ruas em bom estado de circulação e maior malha metroviária, além de investimentos claros. Por exemplo: São Paulo tem 14.800 ônibus, 80 km de metrô e 12 milhões de habitantes. Já Seul tem oito mil ônibus e 320 km de metrô para transportar oito milhões de moradores. Ou seja, há muito trabalho a ser feito por aqui.
Para o presidente da Abeetrans Silvio Médici, a importância do seminário é ter atores discutindo o tema. “Naturalmente, não foi apresentada nenhuma solução, mas um aceno de que a mobilidade e a cidade tecnológica estão na pauta do prefeito Doria”, disse.

“Quando falamos em Cidades do Futuro e, dada a velocidade com que andam as tecnologias, o futuro foi ontem. Nada de novo foi apresentado no seminário. Dispomos no país de tecnologias e soluções importantes que já poderiam ser incorporadas ao cotidiano das cidades. Faz duas décadas que nós da Abeetrans desenvolvemos soluções para segurança e mobilidade no trânsito. Falta aos municípios decisão política para implantar tecnologia em sua gestão”, afirmou Médici.

O presidente da Abeetrans cita o exemplo dos radares inteligentes. “Temos somente por volta de 1.400 inteligentes em 5.749 semáforos instalados na cidade. Somente ai já se abre uma porta importantíssima na mobilidade urbana. Onda verde, a preferência para o transporte coletivo, suporte ao socorro de ambulância e bombeiros e também nas aplicações de segurança com centrais de operação integrando policiamento, resgaste e os hospitais. No controle climático e de emissões também temos soluções, enfim estamos prontos a atender as demandas e tudo depende de decisão politica e investimentos”, disse.