Foi realizada na última 4ª feira (23/06/2021), a 101ª Reunião mensal do Fórum Nacional de Secretários e Dirigentes de Mobilidade Urbana, de forma online e reuniu quase 100 profissionais da área, de diversas partes do país. O encontro, presidido pelo Secretário de Mobilidade Urbana de São José dos Campos, Paulo Guimarães, teve como convidado o presidente executivo da Abeetrans, Silvio Medici, que participou do 2º painel de discussão com tema: “Política Pública de Redução e Controle de Velocidade e a Resolução Contran 798”.

O moderador desse 2º painel ficou a cargo de Rosangela Battistella, superintendente de trânsito de Curitiba/PR e membro da Comissão de Trânsito da ANTP (Associação Nacional de Transporte Público).

Além da Abeetrans, também participaram dessa discussão, o representante da OPAS e OMS (Organização Panamericana de Saúde e Organização Mundial de Saúde) no Brasil, Victor Pavarino, que falou sobre “Velocidade: fator de risco prioritário no trânsito”; Levi dos Santos Oliveira, Secretário de Mobilidade Urbana de São Paulo, que expôs sobre: Experiência e resultados positivos de São Paulo; e por último, falou André Luiz Barcelos Matos, gerente de Educação da Autarquia Municipal de Trânsito e Cidadania de Fortaleza/CE, que ministrou a palestra sobre Experiências e resultados positivos em Fortaleza.

Para Silvio, é fundamental levar para todos os níveis e ambientes que cuidam e gerenciam o trânsito nesse país a importância dos controladores de velocidade e sua participação na redução da violência no trânsito em todos vias onde estão presentes. A redução e controle da velocidade são fundamentais na redução e gravidade dos acidentes. Eles salvam vidas.

“São nesses ambientes que nascem as boas soluções técnicas, e onde as boas práticas replicáveis são difundidas e adotadas, visando a segurança dos usuários de rodovias e vias no nosso país. É fundamental chamarmos a atenção da sociedade acerca da gravidade da questão da segurança viária no país, uma vez que além dos dramas pessoais e familiares que causam os acidentes, geram também custos altíssimos para a toda sociedade”, afirma Silvio.

Segundo dados do IPEA (Instituto de Pesquisas Aplicadas) entre 2007 e 2018, os acidentes custaram a todos nós, uma cifra próxima de R$ 1,5 trilhão. Para Silvio, “esses são recursos que faltam na saúde, na educação e na infraestrutura”, finaliza. Importante também ressaltar que, essas medidas adotadas recentemente são flexibilizações com graves consequências a toda a sociedade.