A Abeetrans reuniu hoje, mais uma vez, os Departamentos Jurídicos das empresas associadas para discutir o que fazer a respeito da Portaria 544, do Inmetro, que desde o dia 16 de fevereiro exige nova arquitetura de hardware e software para os radares de trânsito.

Em fevereiro, o presidente Silvio Médici esteve reunido com o ministro Marcos Jorge, da Indústria, para alertar o governo federal sobre os impactos da Portaria 544 no aumento de mortos e feridos no trânsito.

Segundo Médici, não existe no mercado nacional equipamentos para atender a demanda de novos contratos nem para substituir os atuais radares que eventualmente apresentarem falhas.

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“Nós conversamos com o ministro Jorge e ele se sensibilizou com o problema, acenou com uma prorrogação de seis meses para entrada em vigor da portaria, mas, infelizmente, nada aconteceu até agora. Isso deixa um setor inteiro apreensivo com a possibilidade de multas por descumprimento de contratos, ao mesmo tempo em que deixa a população sem novos equipamentos de segurança no trânsito”, disse o presidente da Abeetrans.

Em razão do que foi exposto ao ministro, a Abeetrans decidiu judicializar a discussão, entrando com ação para suspender os efeitos da 544.

“Não se trata de ser contra as mudanças propostas nos equipamentos. Nós somos a favor delas. O que existe é uma situação concreta de falta de equipamentos. Como os radares atuais estão funcionando perfeitamente, não há que se fazer essa transição de forma tão atabalhoada. Nós estamos falando de desenvolvimento de equipamentos sofisticados, sensíveis, que precisam ser testados, e isso demora mesmo”, afirmou Médici.